Configurando o monitor ST2220T Touch Screen da Dell no linux

Recebemos o desafio de desenvolver a parte técnica de uma cabine de cinema, nessa cabine você escolhe uma cena clássica do cinema e assiste dentro, sentado em uma confortável poltrona de cinema.

Para selecionar o filme é usada uma tela touchscreen, o modelo escolhido foi o ST2220T da Dell, principalmente por possuir um touch sensível (lembra muito o do ipad), e ter uma tela maravilhosa fullHD.  O lado ruim é que apesar de ter vários meses de estrada a Dell nunca liberou nenhum driver para o monitor, deixando a cargo da comunidade.

Ao ligar o monitor no PC o touchscreen ele pode até funcionar, mas é necessário usar os dois dedos para movimentar o cursor. Isso acontece pois o a tela é dual-touch, ou seja, reconhece até dois toques simultâneos.

O driver que corrige esse problema foi recentemente incluído no kernel 3.4 do linux, mas boa parte das distros ainda usam a versão 3.0, então segue um breve tutorial de como instalar os drivers no Ubuntu 12.04 (Funciona no Debian testing!).

Existem três formas de se obter os drivers, uma é aplicando este patch no fonte do kernel, compilando e instalando apropriadamente.

Outra forma, bem simples é baixando e instalando um kernel com o patch citado acima pré-aplicado, ou seja, pronto para usar. Nesse caso, basta baixar o kernel desse site:

http://people.canonical.com/~bradf/lp791833/

Instale com o comando:

dpkg -i linux-image-3.2.0-20-generic_3.2.0-20.33~lp791833_i386.deb
update-grub2

Após o reboot, o touch funcionará normalmente.

Uma outra forma mais genérica, é compilar o driver para o kernel que você já possui instatalado, para isso, faça:

apt-get install build-essential
git clone git://git.lii-enac.fr/linux-input/ubuntu-multitouch
cd ubuntu-multitouch

Use o comando git branch -a
, para listar os branchs disponíveis, escolha um e digite:

git checkout hid-multitouch-ubuntu-12.04
make
sudo make install
sudo depmode -a

Após esses passos, basta rebootar.

Para melhor funcionamento da tela, vale a pena instalar alguns pacotes com:

apt-get install xinput evtest xserver-xorg-input-evtouch

Existem vários outros detalhes técnicos dessa cabine que quero mostrar em breve 🙂

fontes: enac, launchpad, redhat

Minha aposta: O ubuntu vai virar sinônimo de linux no desktop.

Para resumir esse post, Ubuntu é minha nova recomendação para distribuição linux para novatos. Agora vou explicar o porquê.

Minha história com o Ubuntu é antiga, a primeira versão que usei foi a versão 5.04, quando eu trabalhava no ministério da cultura pesquisando por uma distro multimídia, estilo a falecida distro demudi. Como a maior parte das distros multimídia ou eram velhas demais ou não atendiam os requisitos desenvolvi uma distro multimídia chamada moobuntu baseada no ubuntu, ainda em 2005 ( sim, mubuntu e ubuntustudio só vieram depois 😛 ).

Mas naqueles tempos o ubuntu não era uma boa distro, apesar do hype e da grana do astronauta o ubuntu era uma distro bugada, instável , mas apostei nela como base sabendo que não era uma distro passageira, e tendo certeza que sua comunidade cresceria muito rápido, e claro, pelas cabeças por trás do projeto e seus hackers compententes, com quem tive a oportunidade de trabalhar posteriormente.

Fui inclusive convidado a entrar na recém formada equipe do ubuntu-studio pelo próprio Mark, mas por problemas de visto não consegui ir para a reunião para defender que a distro deveria ser um Live-CD e não apenas um repositório como os colegas norte-americanos queriam. Não concordava com os rumos da conversa e saí. Continuei com o meu trampo no Minc, sendo trolado por um colega de trabalho que era contra o ubuntu ( e pró slackware e/ou debian ), hoje eu vejo que esse colega era apenas idiota e que o debian e o slackware realmente não eram a melhor escolha para o projeto na época, assim como não são hoje, e provavelmente não serão no futuro.

Depois dessa fase nunca mais trabalhei fulltime com a distro, até por que abandonei definitivamente todas as minhas atividades como distromaker , passei a observar o ubuntu de longe, apenas como usuário, e com as zicas que os novatos me traziam pra solucionar. Passei a comparar o ubuntu com outras distros de pontos de vista que não tem cabimento, e hoje finalmente acredito que o ubuntu chegou onde eu acreditava que ele chegaria em 2007 😛

Testei todas as versões lançadas, em todas erros bizarros, bugs inexplicaveis e configurações obscuras me faziam não ter confiança em recomendar a distro para meu irmão, namorada ou minha mãe, como eu fazia até então com o opensuse por exemplo. Na época , não era possível configurar uma conexão ADSL de forma gráfica por exemplo, apesar da propaganda super-agressiva da Canonical sobre sua facilidade de uso.

Outro ponto crítico, sempre foi a baixa taxa de retorno de código para projetos como Xorg e o próprio Kernel do linux, diferente de distros como o Fedora que contribuem com muito código para o Gnome, Xorg, Kernel, KDE, firefox etc…

Mas a grande sacada do ubuntu é justamente não entrar na confusão desses projetos mais básicos, já que eles são mantidos por empresas com interesses diferentes do desktop. Tornando o Ubuntu e o Mandriva praticamente as únicas empresas linux focadas no desktop, sem segundas intenções. O mandriva sempre foi bancado pelos seus usuários por meio de uma espécie de assinatura. O Ubuntu que sempre foi financiado pelas contribuições milionárias do Mark, e para mim, seu futuro seria decidido pela forma como seus dirigentes escolheriam para gerar renda.
Eles olharam para o iTunes, os serviços de cloud, e encontraram seu filão, o que pra mim, foi uma escolha, mais que acertada, pois quanto melhor o desktop ubuntu se tornar , mais e mais pessoas vão usar os serviços de cloud, e comprar músicas de sua loja, perfeito !

Somado ao fato de que os caras encontraram seu nicho, somado a qualidade dos seus últimos 2 releases, 9.04 e 9.10, fiquei ansioso pelo 10.04 a versão LTS da distro, e minhas expectativas não foram frustradas, o lançamento foi o melhor que já usei. Diferente do fedora onde a maior parte das revoluções acontecem por baixo do capô, no ubuntu elas acontecem na usabilidade e conforto. Pouco a pouco o ubuntu fez seu caminho pelo campo minado dos desktops, primeiro criou todo um ecosistema unindo os usuários ubuntu em uma rede-social para melhoria da qualidades dos softwares (launchpad), reforçou e padronizou a forma como os liveCDs são feitos, (hoje todas as distros tem versão Live), fez seu próprio sistema de buscas ( no lugar do beagle ), criou um sistema único de notificações, abandonou os scripts padrão SysV apostando etc… etc… São mudanças importantes e que fazem sentido para o usuário final. O Fedora por exemplo, sempre traz revoluções do tipo, novo sistema de virtualização integrado no kernel, novo subsistema de depuração de pacotes TCP/IP, nova API de comunicação para drivers de vídeo … mas o desktop, tá sempre na mão dos próprios desenvolvedores do aplicativo, e buscar por aquele appzinho legal pra legendar o seu vídeo normalmente te leva a um repositório mantido pela comunidade.

Quando vi que após 4 dias não consegui completar minha instalação do Fedora 13 porque o maior e melhor repositório da comunidade estava fora eu me toquei de como o Fedora está na direção errada (no quesito desktop ), já que todos os pacotes importantes para um desktop moderno não fazem parte da distro, mas dos repositórios da comunidade sem suporte da matriz (RedHat) e portanto sem mirrors ! Fora as decisões do upstream de dropar aquele aplicativo desktop legal por falta de mantenedores, ou simplesmente lançar versões do Xorg incompativeis com os drivers de algumas placas de vídeo, e jogar a responsabilidade para o usuário, dizendo que este deve comprar apenas placas de vídeo com suporte a drivers livres.

O opensuse é bem mais parecido com o ubuntu, não marginaliza o usuário desktop como o fedora, mas por ter uma pegada mais enterprise toma algumas decisões puramente comerciais, como a adoção em massa de aplicativos em mono, graças a um acordo com a Microsoft. Nesse ponto o ubuntu é mais próximo das comunidades.

Está claro para mim, o Ubuntu vai ser a única referência para linux no desktop, relevante nos próximos anos, vai ser o linux de massa que aguardo ver desde 2000, se um dia existir o tal “Ano do linux” vai ser graças ao trabalho de formiguinha que tem feito até aqui.

Esse é um post que sempre quis escrever desde 2005, mas só foi possível após o magnífico trabalho na versão 10.04, parabéns a todos envolvidos.

Amazon PC l100 ? não compre !

Passei boa parte da minha sexta feira apanhando do Amazon PC l100 , ao contrário do problema do kov , onde o software era uma droga, o L100 é uma bomba …

O sistema é alguma coisa baseada no ubuntu, mal instalado ! Já que o home fica junto da partição de sistema que só tem 5 GB ! Enquanto o resto dos 250 GB do HD ficam em /media/sda3 !!! Intuitivo !

Ele não vem com uma caixa de configuração de wifi (mesmo problema do Kov) , mas o pior mesmo é a placa de vídeo SIS. SIS dispensa apresentação, ninguém além do Timmy (bollox) acha essa placa boa, ela não funciona nem nunca vai funcionar no linux, nem mesmo driver 2D livre ela não tem, pra rolar 2D vc tem que pegar uma versão binária no site da SIS e rezar pra funcionar, e 3D nunca será suportada.

Uma vez um developer comceçou a escrever um driver livre para a SiS e ela o ameaçou de processo… é uma empresa sacana. Mas não mais sacana que a Amazon… que tem a coragem de vender um computador linux com hardware não compativel com linux. Computador com linux da Amazon fuja !, é #armadilhadesatanas

Arch Linux, os bons tempos voltaram ?

Minha história com o linux sempre foi meio conturbada mas durante muito tempo foi uma relação estável e saudável. Nunca fui fiel a uma única distribuição, sempre migrei para as versões mais novas conforme o release, naquela época não era possível baixar uma ISO da internet em um dia , dois ou uma semana 😛

Eu comprava minhas distros na livraria temporeal , custava 10 reais cada CD… Minha primeira distro foi o Debian Potato, lixo completo, não reconhecia vídeo, áudio ou o meu modem… Depois comprei o Conectiva 5, ainda tenho o box, funcionou o vídeo mas nada de áudio ou modem. Então migrei pro mandrake, funcionou vídeo com aceleração 3d , som mas não o modem.

O slackware foi uma revolução, pois com ele aprendi a compilar o kernel, o que me abriu um mundo novo de possibilidades… Com ele deixei de ser refém do linux e tomei o controle, fiz aceleração 3D, som e após 6 meses o meu modem… Com isso aposentei o Windows 2000 que tinha na minha máquina e nunca mais usei sistemas da Microsoft pra algo além de jogar.

É claro que depois conheci, gentoo, redhat, LFS, fiz minhas próprias distros , fiz as pazes com o debian, odiei o ubuntu, mandei o debian pra PQP, conheci o fedora , abandonei o fedora , voltei pro gentoo …. Mas quero me ater ao Slackware pois ele me lembra muito o ArchLinux.

O slackware fez minha alegria pois todo o sistema deve ser configurado na mão, não existem configuradores automáticos ou scripts que ninguém sabe pra que serve. Um ótimo ambiente para aprendizado, ideal para quem tem máquina velha. Deixei de usar o slack por mais de 2 / 3 do meu sistema era composto de pacotes que eu mesmo fazia, o número de pacotes era tão grande que enchia 2 cds com pacotes TGZ, e olha que na época cabia o KDE e o GNOME inteiros em um único CD-ROM de 650 Mb. Junto com Roberto Parra, hospedamos boa parte desses pacotes no seu servidor e doamos para o site linuxpackages , naquela época não conhecia o coletivo Saravá , que possuem um dos maiores e melhores repositórios de pacotes slackware .

O que me incomodava no slack era o sistema de pacotes, que não tinha resolução de dependências ou upgrades, e levando em conta que gastava boa parte do meu tempo recompilando pacotes minha migração para o Gentoo foi natural . Nessa época o gentoo bombava, a politica era a de pacotes novos sempre… Mas esse espirito se foi com a saída de Daniel Robins a distro ficou abandonada e hoje está sem rumo.

O Arch linux ocupou esse espaço deixado pelo gentoo, com as vantagens do slack e do fedora, saca a política dos caras :

  • Pacotes recentes, custe o que custar, bem no estilo fedora
  • Sistema simples, com scripts de inicialização estilo BSD, como no Slackware
  • Pacotes binários com foco em desempenho apenas para i686 e x86_64, desempenho bom como no gentoo
  • Facilidade de criação de pacotes, como no slack
  • Instalação em TXT, com dialogos, muito simples, como no slack
  • Detecção automática de hardware de c* é r**a !!!
  • Gerenciamento de pacotes rápido e eficiente, resolvendo conflitos sem precisar de apt-get -f install , viva o Pacman !
  • Distro muito bem documentada como o Gentoo, e com ótimos cérebros nas listas… Diferente das listas do Ubuntu e Fedora que só tem n00b

A distro é muito legal, e é a distro geek que mais cresce atualmente ! Por incrivel que pareça ela tem foco em usabilidade, não estressa os nerds de plantão, acaba com os aborrecimentos tipicos de uma configuração/manutenção do slack . E não é recomendada para n00bs, vai usar Ubuntu seu lerdo !

Senti uma certa nostalgia ao usar o arch, e me lembrei dos bons tempos de quando usar o linux era uma experiência gratificantes ,educativa e divertida. Arch vem com muitos drivers proprietários nos repositórios e no CDROM, oque elimina a parte chata de usar uma distro tão simples.

Nas minhas próximas máquinas vou instalar Arch com certeza, e agora passa a ser minha recomendação de distro para o ano de 2008 😉

Não basta ser livre, tem que medir o seu com o do outro

Lista de fabricantes de software e comunidades e suas respectivas contribuições ao projeto Xorg :


Apple (5.61%)

- Ben Byer (2.49%)
- Jeremy Huddleston (3.11%)

Debian (1.42%)

- Bastian Blank (0.03%)
- Branden Robinson (0.01%)
- Brice Goglin (0.06%)
- David Nusinow (0.65%)
- Drew Parsons (0.25%)
- Gerhard Tonn (0.01%)
- Julien Cristau (0.35%)
- Kanru Chen (0.01%)

FreeBSD / NetBSD (1.42%)

- Christian Weisgerber (0.01%)
- Jared D. McNeill (0.01%)
- Jeremy C. Reed (0.29%)
- Matthias Drochner (0.01%)
- Matthieu Herrb (1.06%)
- Otto Moerbeek (0.01%)

Gentoo (0.37%)

- Daniel Drake (0.05%)
- Donnie Berkholz (0.27%)
- Hanno Boeck (0.01%)
- Joshua Baergen (0.03%)

Mandriva (0.18%)

- Ademar de Souza Reis Jr (0.03%)
- Gustavo Pichorim Boiko (0.06%)
- Paulo Cesar Pereira de Andrade (0.08%)

Novell / SuSE (3.95%)

- David Reveman (0.56%)
- Egbert Eich (1.52%)
- Greg Kroah-Hartman (1.04%)
- Luc Verhaegen (0.15%)
- Matthias Hopf (0.66%)

Red Hat (15.98%)

- Adam Jackson (9.35%)
- Adam Tkac (0.01%)
- Bill Nottingham (0.01%)
- Carl Worth (0.13%)
- Dave Airlie (1.18%)
- Dave Jones (0.01%)
- David S. Miller (0.01%)
- Kevin E Martin (1.69%)
- Kristian Høgsberg (2.00%)
- Mike A. Harris (0.01%)
- Owen Taylor (0.08%)
- Rik Faith (0.05%)
- Søren Sandmann Pedersen (1.40%)

Tungsten Graphics (4.07%)

- Alan Hourihane (1.38%)
- Brian Paul (0.03%)
- Michel Dänzer (2.22%)
- Roland Scheidegger (0.03%)
- Thomas Hellstrom (0.18%)
- Zack Rusin (0.20%)

Fonte

Alguém pode me explicar oque a apple faz nessa lista (5.61%) Vcs viram o time do redhat/fedora (15 %) ? Gentoo já participou mais (0.37%)…. ? Cadê o ubuntu ?

Recuperando dados deletados de uma partição reiserfs


Assunto delicado, perder um dado importante ou todos os dados de uma partição ou uma partição inteira é como um incêndio na casa de um geek…. Eu mesmo já surtei inúmeras vezes nessa lista por ter perdido partições inteiras ao instalar uma distro nova (Conectiva 7 e depois nunca mais usei conectiva), ao dar um comando errado na hora errada na partição certa ou por falha de disco…. alias meu HD aqui já tem 3 anos……
Bom Após passar 2 semanas puxando um game de playstation ( Valkyrie Profile= RPG ambientado nas culturas nórdicas, asgard, odim, vicking e tals…) para curtir nas férias, hoje finalmente o jogo veio ! Tava puxando por bittorrent e no ápice do meu egoísmo, fui deletar o torrent para não fazer mais upload |:-> mas cai na pegadinha do tab-completion do shell que completou com o arquivo rar em vez do torrent X-(
Digamos que nenhuma política de backup poderia ter me salvado dessa tragédia…
Então vou descrever aqui como recuperar dados deletados de uma partição reiserfs incluindo os passos que dei para recuperar meus dados 🙂

Lascou-se ! Tudo deu errado ! Deletou tudo ! TIRE SEU MICRO DA TOMADA IMEDIATAMENTE, isso ai puxe o fio ! Não dê shutdown !
Parece loucura, afinal , tirar o micro da tomada não é nenhum procedimento técnico não é mesmo ? Mas isso impede que o sistema operacional grave arquivos no disco… Ao deletar um arquivo na verdade o sistema operacional apenas realoca seu espaço ocupado para novos arquivos, se por um acaso o SO gravar um novo arquivo ele pode sobre-escrever seu precioso arquivo com algum arquivo temporário ou um importante log do sistema :-/

Muita calma nessa hora o computador está desligado, seu arquivo está seguro ! Para religar todo cuidado é pouco, um erro e todos seus arquivos deletados podem ir para o limbo ! Será nescessário religar seu sistema em modo reparo com as partições em RO (read-only), como fazer ?
Se vc usa lilo/yaboot, dê um tab no prompt descubra o nome do Label do seu sistema e acrescente “ro init=/bin/bash”, por exemplo :

Linux ro init=/bin/bash

Se vc usa grub, no menu de opções aperte “e” no item que corresponde a sua distro, “e” na linha do kernel e adicione “ro init=/bin/bash no final…. então aperte ESC e b para bootar.

Isso vai fazer com que o sistema monte a partição root em modo ro e vai iniciar o processo bash como processo número 1 no lugar do init…. Pode acontecer do diretório dev não ser populado ou seja não será possível montar outras partições se nescessário… se isso acontecer, vc deve remontar a partição / para leitura e escrita (mount -o rw,remount /) e rodar o comando udevstart (ou devfsd para quem usa sistemas antigos como debian sarge desatualizado e etc…) e rezar para dar certo.

Se tudo der errado, a única forma é iniciar o sistema no runlevel 1 , mas isso pode ser uma péssima idéia em algumas distros… várias delas escrevem no disco antes de entrar em modo de manutenção, entre elas : Fedora, Ubuntu, gentoo… deve haver uma porção delas por ai… Tenho quase certeza que slackware e debian não o fazem.

Na distro em questão (gentoo) isso ocorreu, o sistema escreveu no disco e não foi pouco : as consequencias serão descritas no final…..

Bom com o sistema montado em ro e com o bash em mãos é hora de agir ! O sistema de arquivos reiserfs peca por não ter uma ferramenta para recuperar arquivos deletados…. ou pior se ela existe não é livre (várias ferramentas de sistema do reiserfs não são livres….), mas tem uma gambiarra que funciona bem….É o comando
reiserfsck !

Use :

reiserfsck –rebuild-tree -S /dev/PARTICAO

Esse comando vai buscar por todos os arquivos e diretórios e vestígios dos mesmos na partição e vai criar um diretório chamado “lost+found” no topo da partição…
dentro desse diretório vc vai encontrar uma porção de arquivos cujo o nome são apenas números… no meu caso tive que procurar por um arquivo grande, e achei, depois para confirmar usei o programa “file” para identificar o conteúdo ,tá lá ! Arquivo RAR na cabeça, então foi só renomear….
Tive a sorte de ser um arquivo grande , fácil de identificar… mas e se fosse um arquivo pequeno ? Bem mais complicado, não tem jeito é garimpar até achar…. No caso de diretórios inteiros ou partições a sistuação é mais grave, todos eles vão ter números como nomes e muitas vezes arquivos aparecem fora de seus diretórios …. uma zona.

Bom, e como meu sistema inicializou em init 1 e escreveu no disco não deu outra, ele corrompeu partes do meu arquivo e só pude recuperar 30% do meu arquivo original, bom melhor que nada :-/