Back to Slack

Slackware foi a terceira distro que instalei, lá pra meados de 2000 , num tempo que instalar linux era coisa de nerd sem namorada com tempo livre . No tempo que era usuário slackware eu era um linux xiita , o que fazia sentido levando em conta que o OSX ainda era um feto e que o windows acabara de lançar seu primeiro windows minimamente estavel em 15 anos… era fácil e divertido bater nos concorrentes.

Mas a paixão passou, e o amor não era forte … O slack me tomava muito tempo ( entenda lendo isso) e eu queria ir além … e fui. Um ano e pouco depois , tendei usar slackware de novo, mas não rolou, tinha algo errado com a versão 9.x que não gostei, eram pequenos bugs, e milhões de pacotes para atualizar. e nunca mais usei slackware em minhas máquinas.

Tempos atrás, instalei um slackware para fins didáticos, era a versão 12.1 , e vi que a distro não mudou muita coisa,  mas se modernizou o suficiente para valer um teste mais aprofundado. Semanas atrás foi lançado o slackware 13, e não perdi tempo, baixei a ISO e taquei por cima do meu já deteriorado OpenSuse. Eu queria tanto voltar a usar KDE que fiz upgrade do Suse para o Factory, o que me mandou para idade das pedras da experiência Mac … Sim, eu uso linux no meu macbook pro.

Era a desculpa que precisava, tirei o OpenSUSE , distro que gosto muito,  e taquei o Slackware 13 , fiz a instalação Full, com direito à pacotes do /extras . Em seguida fiz um slackpkg upgrade, prontinho , solidez de uma rocha, corpo de BSD com kernel de linux , estou de volta ao Slack. Ainda tenho vários problemas, o Suse foi o linux que melhor se encaixou no macbook pro, o slack exige mais intervenções, por exemplo, instalar o catalyst, synaptics, pommed mas estou supreso em como a pós configuração vem sendo tranquila.

Existem grandes repositórios de pacotes pro slackware, mas é inevitavel, vou ter que manter meu repositório… mas com prazer 🙂

PS: Instalar Slackware é tão simples quanto qualquer linux, basta saber ler !

Arch Linux, os bons tempos voltaram ?

Minha história com o linux sempre foi meio conturbada mas durante muito tempo foi uma relação estável e saudável. Nunca fui fiel a uma única distribuição, sempre migrei para as versões mais novas conforme o release, naquela época não era possível baixar uma ISO da internet em um dia , dois ou uma semana 😛

Eu comprava minhas distros na livraria temporeal , custava 10 reais cada CD… Minha primeira distro foi o Debian Potato, lixo completo, não reconhecia vídeo, áudio ou o meu modem… Depois comprei o Conectiva 5, ainda tenho o box, funcionou o vídeo mas nada de áudio ou modem. Então migrei pro mandrake, funcionou vídeo com aceleração 3d , som mas não o modem.

O slackware foi uma revolução, pois com ele aprendi a compilar o kernel, o que me abriu um mundo novo de possibilidades… Com ele deixei de ser refém do linux e tomei o controle, fiz aceleração 3D, som e após 6 meses o meu modem… Com isso aposentei o Windows 2000 que tinha na minha máquina e nunca mais usei sistemas da Microsoft pra algo além de jogar.

É claro que depois conheci, gentoo, redhat, LFS, fiz minhas próprias distros , fiz as pazes com o debian, odiei o ubuntu, mandei o debian pra PQP, conheci o fedora , abandonei o fedora , voltei pro gentoo …. Mas quero me ater ao Slackware pois ele me lembra muito o ArchLinux.

O slackware fez minha alegria pois todo o sistema deve ser configurado na mão, não existem configuradores automáticos ou scripts que ninguém sabe pra que serve. Um ótimo ambiente para aprendizado, ideal para quem tem máquina velha. Deixei de usar o slack por mais de 2 / 3 do meu sistema era composto de pacotes que eu mesmo fazia, o número de pacotes era tão grande que enchia 2 cds com pacotes TGZ, e olha que na época cabia o KDE e o GNOME inteiros em um único CD-ROM de 650 Mb. Junto com Roberto Parra, hospedamos boa parte desses pacotes no seu servidor e doamos para o site linuxpackages , naquela época não conhecia o coletivo Saravá , que possuem um dos maiores e melhores repositórios de pacotes slackware .

O que me incomodava no slack era o sistema de pacotes, que não tinha resolução de dependências ou upgrades, e levando em conta que gastava boa parte do meu tempo recompilando pacotes minha migração para o Gentoo foi natural . Nessa época o gentoo bombava, a politica era a de pacotes novos sempre… Mas esse espirito se foi com a saída de Daniel Robins a distro ficou abandonada e hoje está sem rumo.

O Arch linux ocupou esse espaço deixado pelo gentoo, com as vantagens do slack e do fedora, saca a política dos caras :

  • Pacotes recentes, custe o que custar, bem no estilo fedora
  • Sistema simples, com scripts de inicialização estilo BSD, como no Slackware
  • Pacotes binários com foco em desempenho apenas para i686 e x86_64, desempenho bom como no gentoo
  • Facilidade de criação de pacotes, como no slack
  • Instalação em TXT, com dialogos, muito simples, como no slack
  • Detecção automática de hardware de c* é r**a !!!
  • Gerenciamento de pacotes rápido e eficiente, resolvendo conflitos sem precisar de apt-get -f install , viva o Pacman !
  • Distro muito bem documentada como o Gentoo, e com ótimos cérebros nas listas… Diferente das listas do Ubuntu e Fedora que só tem n00b

A distro é muito legal, e é a distro geek que mais cresce atualmente ! Por incrivel que pareça ela tem foco em usabilidade, não estressa os nerds de plantão, acaba com os aborrecimentos tipicos de uma configuração/manutenção do slack . E não é recomendada para n00bs, vai usar Ubuntu seu lerdo !

Senti uma certa nostalgia ao usar o arch, e me lembrei dos bons tempos de quando usar o linux era uma experiência gratificantes ,educativa e divertida. Arch vem com muitos drivers proprietários nos repositórios e no CDROM, oque elimina a parte chata de usar uma distro tão simples.

Nas minhas próximas máquinas vou instalar Arch com certeza, e agora passa a ser minha recomendação de distro para o ano de 2008 😉

Usuário GNOME :)

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TITLENL Usuário  GNOME :)
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Minha passagem pelo mundo mac deu uma boa chacoalhada na minha concepção de desktop. Quando comecei a usar linux (e computadores) a única referência que eu tinha de desktop completo era o windows, já existia o KDE que imitava fielmente o look and feel do windão, mas apenas o look do mac.<br><br>

Apesar da QT imitar fielmente os controles do mac, a avalanche de menus e opções não deixava dúvidas sobre seu alvo primário, os usuários de windows. E como eu era novo no mundo dos computadores, e o GNOME era um lixo optei em ficar com o KDE 1.0, e sempre adotei distros com KDE.

Eu era um verdadeiro fanboy do KDE, escrevi até mesmo um howto de como operar o sistema, apontando suas similaridades com as outras interfaces e sua capacidade de superar todos os recursos dos concorrentes… Ai, Ai… Bons tempos.

Eu até gostava do GNOME, principalmente usando o enlightenment como windowmanager, naquela época era versão 1.4 ou 1.4 coisa assim, era muito completo mas nada comparado com o KDE 2.2.2 o melhor até a versão 3.5 🙂

A RedHat que financiava o GNOME por ver no KDE uma ameaça à liberdade já que o QT não era livre (para fins comercias), botou grana e surgiu o GNOME2 ,tudo novo. Essa nova versão surgiu no RedHat linux 8, meu segundo RedHat (antes eu era vítima do conectiva, fanboy do mandrake e ativista slackware)e pela primeira vez troquei o KDE pelo GNOME… Com o Redhat 9 e o gnome 2.2.x o bixo ficou ainda melhor, apesar dos bugs foi uma grande distro, mas com o pior KDE que já vi.

O tempo foi passando e o GNOME foi secando, várias opções simples como fixar janelas em cima das outras, destacar menus, foram retirados piorando muito sua usabilidade.Substituir o sawmill pelo metacity piorou demais a navegação entre as janelas e tornou os virtual desktops chatos e enfadonhos. Segundo os desenvolvedores tudo isso era para facilitar o uso… tipo, dificulta pra depois facilitar, sei…. A situação chegou a um ponto tal que o próprio Linus Torvalds disse algo parecido com : “O gnome trata os usuários como se eles fossem imbecis”, eu mesmo repeti isso diversas vezes.

O problema é que o KDE seguia um caminho diferente, entulhando os menus e as caixas de configuração com opções muitas vezes inúteis e redundantes, o que atrapalhava muito os novatos.

O mac os x segue a tendência do “menos é mais” e o faz com maestria sem acorrentar o usuário como o GNOME fazia. Isso mesmo, fazia, eles voltaram atrás em algumas coisas e hoje consigo usar o gnome sem xingar…Quando fui para o mundo mac achava que o KDE por causa de seu look era mais parecido como mac, mas hoje o gnome possui seus controles, aplicativos e forma de trabalhar muito mais parecidos com os do mac,e admito hoje que não consigo mais usar o KDE ehhheh

O GNOME tem muitos defeitos, assim com o Banshee, mas mesmo o KDE/Amarok sendo tecnicamente superiores tem suas interfaces muito poluidas e cheias de informações inúteis, o que parece mudar com o KDE4, espero ancioso, estou com meus dedos coçando pra pegar o novo opensuse… Alias recomendo o dolphin, um gerenciador de arquivos cópia escarrada do Finder, fantástico !