10 fundamentos do design de Interface

Ok, entendo, se você já leu esse blog deve estar confuso, afinal de contas eu sempre escrevi sobre tecnologia de baixo nível como sistemas operacionais, processadores etc. Mas antes de gostar de computação eu gostava de criar, desenhar, animar no papel e no meu velho MSX.  Até ganhei um concurso municipal de cartão de natal, meu desenho ficou exposto no CEMUR durante anos, o prêmio foi a gratuidade da inscrição pros vestibulares da Unesp e USP, onde prestei Educação Artística e Artes plásticas, e eu como bom aluno de escola pública falhei miseravelmente 😉  Depois fiz cursinho me apaixonei pelas exatas e o resto é história.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Tenho até hoje dificuldades em ilustrar usando ferramentas digitais, tem uma tira de 4 quadros que estou tentando fazer com uma Bamboo…. nossa que parto.

De um tempo pra cá, cresceu meu interesse em design e usabilidade e estou estudando isso com bastante dedicação, quero realizar projetos de software bonitos e funcionais sem ficar refém de designers ou da falta de .  Estou fazendo uma pilha de cursos sobre Design e UX, e vou relatar aqui o que eu achar interessante.

Alguns pontos que me chamaram a atenção na arte de Usabilidade e UX é a proximidade com a psicologia, sério antes de escolher a cor do botão tem que pensar o significado daquilo para o usuário, ainda mais nesses tempos onde pensar virou um sacrifício, uma perda de tempo precioso.

Então segue os 10 fundamentos do design de interfaces:

1. Conheça seu usuário

Estude seu usuário, conheça seus hábitos, limitações, entenda seus objetivos ao usar o app e veja como eles usam o que você desenvolveu.

2. Atente aos padrões

Não reinvente a roda, use soluções já existentes para resolver problemas conhecidos. Seu usuário não é uma anta, ele tem experiencia prévia, use essa experiencia para criar um aplicativo intuitivo. Pense no seguinte, ao entrarmos na casa de um desconhecido onde você imagina que exista um garfo ? Na gaveta do balcão da cozinha ou  debaixo do travesseiro do berço no quarto ? Eu sei que a resposta é relativa.

3. Seja consistente

Como falei anteriormente, seu usuário não é necessariamente uma anta, ele é capaz de aprender, desenhe sua aplicação de forma que o usuário aprenda os fundamentos e consiga o que aprendeu em outras outras partes.

4. Use a tipografia para definir hierarquia

É isso, use a tipografia para definir a hierarquia do seu conteúdo e interface, se não entendeu observe bem essa lista numerada.

5. Dê feedback

Não seja c*zão, dê feedback para as ações do seu usuário, se o usuário fez certo dê feedback, se ele fez errado dê feedback. Deixar o usuário no vácuo em 100% das vezes vai passar a impressão que a ação não foi bem executada.

6. Permita que o usuário erre

Por mais que você capriche e estude e seu design seja claro o seu usuário vai errar, projete sua interface com isso em mente.

7. Recompense seu usuário

Nossa geração precisa de incentivos, precisa de respostas rápidas, selos, prêmios, mesmo para fazer coisas simples e automáticas de forma correta, como levantar a tampa da privada. É a gameficação da vida, um momento estranho em que vivemos mas que é a realidade.

8. Fale a língua do seu usuário

Bote legendas em tudo, explique tudo, dê nomes bons para as funções da sua aplicação, escreva mensagens claras.

9. Mantenha as coisas simples

Não faça seu usuário pensar, ele não tem que pensar, tem que ser tudo direto, nada de animações confusas, nada de itens escondidos.

10. Siga em frente

Sua interface vai ter problemas, corrija e siga em frente, busquem conhecimento

 

Como remover tags com menos de 3 posts no WordPress usando WP_CLI

O WP-Cli trouxe uma nova aura em volta do WordPress, a ferramenta é muito flexível e prática, e torna a tarefa de gerir sites e blogs muito mais simples e ágil.
Com o tempo os sites e blogs vão ficando cheios de tags que só foram utilizados uma única vez, e isso atrapalha o rankeamento do site em ferramentas de busta. Segue abaixo um script que construimos para remover tags com menos de 3 posts associados:

wp term delete post_tag `wp term list --fields=count,term_id \ 
post_tag --format=csv | sort -n | ack "^[0123]," | \ 
awk -F ',' '{ print $2}'`

 

Espero que seja útil.

Devaneio conspiracionista sobre transporte público

Eu estava nesses dias pensando, apenas por pensar, que a prefeitura no intuito de defender o bem estar de todos os cidadãos da cidade, promove uma campanha contra o transporte individual da cidade.. Ok, é o que ela faz mesmo, seja para racionalizar o uso do espaço publico, reduzir poluição e acidentes, não importa tanto… Mas essa campanha está nos levando a um monopólio privado do transporte motorizado, e isso me assusta.

A minha cabeça conspiracionista ficou apitando que a orientação da política pública de transportes que seguimos no Brasil seria parte de um plano para monopolizar as rotas motorizadas. Claro que por meio da “obrigação” do uso da rede de transportes públicos, mas que quando paramos para analisar, são na verdade privados …

Tanto o taxi quanto os ônibus são transportes privados disponíveis ao público, certo ? Supostamente seus operadores são escolhidos por meio de licitações honestas, licitações que não tem participação popular em sua concepção, apenas são redigidas por representantes, representantes muitas vezes eleitos por essas cooperativas, sindicatos ou empresas. São concessões que garantem que não haverá concorrência entre empresas, por exemplo, não existem duas empresas de ônibus diferentes operando a mesma linha em SP, aqui é tudo dividido por região. O raciocínio vale também para as linhas privatizadas do metrô.

Quando levamos essa idéia ao extremo, não parece ser nada saudável, obrigados a pegar um transporte sem concorrentes diretos, com preço alto e qualidade duvidosa. Você pode usar transporte público privado, mas não qualquer um, para os fretados tem um monte de restrições de circulação… Tem que ser o transporte privado que elegeu os representantes que escreveram o edital da licitação.

Temos o taxi também, que é caro e tem aquele serviço de primeira que todos conhecem, e tem o Uber, mas Uber não pode, o monopólio dessa modalidade é dos taxistas, que tentam barrar qualquer iniciativa de aumentar o número de alvarás ou serviços modernos…

Pra você que não quer entrar nessa espiral de loucura, sobram o carro, moto e bike.

Tem carro ? Tá na merda, sobram radares, restrições, rodízio e buracos, tem impostos pra pagar, alto índice de roubos por causa dos impostos em cima de peças de reposição e muita vista grossa dos agentes policiais, afinal, todo mundo sabe onde comprar peças de carro e moto baratas sem nota fiscal, certo ? Só a polícia que não.

Tá de moto ? Welcome to hell , o prefeito te odeia, assim como os demais motoristas e o resto da população…. a não ser que você entregue pizzas, todos adoram pizzas. Botar a moto pra rodar lado a lado com carretas na mesma velocidade que elas é equivalente a fazer a transferencia da linha verde para a amarela no pico, só que você é um anão e do seu lado tem um cara de 200 kg. A prefeitura acredita que em nenhuma hipótese o anão vai ser trombado pelo cara de 200kg.

Pra garantir que o cara da moto não vai ter escapatória em uma situação de risco temos radares pistolinha que só fiscalizam motos, foda-se que tem carro tirando racha a 200 km/h na marginal, a pistolinha é pro motoqueiro infrator que roda a 60km/h na faixa de 50km/h. A prefeitura tirou as motofaixas pra garantir que andar de moto é muito perigoso, elevando assim as cotas de acidentes. Ela não quer falar do assunto motofaixa, dissolveu os TGs da sindimoto que debatiam segurança de motociclistas no transito e implantou uma nova política ignorando a segurança dos quase 1 milhão de motociclistas da cidade. Buracos e bueiros abertos são comuns nas vias de São Paulo, mas se o motoqueiro cai no buraco (que ela deveria tapar e não tapa) é por que estava a mais de 50 km/h, alias se estivesse parado não sofreria o acidente.

Na outra ponta você pode usar bicicletas que são um problema para a maioria das pessoas que tem que cruzar a cidade ou pedalar mais de 60 km por dia, o que é bem comum para quem não tem o privilégio de morar nos bairros próximos do centro ( WTF ! as empresas ficam todas no centro !? ). As bikes resolvem bem, seria lindo que quem mora a menos de 15 km do trabalho deixa-se o carro em casa e fosse de bike, mas por preguiça ou por necessidade é assim que é.

Atualmente a maior densidade de transporte público de massa e infra estrutura cicloviária fica no centro, onde as pessoas poderiam resolver sua vida à pé, mas preferem usar outros modais. Sobrando para quem mora na periferia o transporte público ruim, caro, sem concorrência. O Taxi, ruim e caro em pouca quantidade e sem concorrência. Ciclovias desconexas e ruas esburacadas para os ciclistas. Radares e restrições de circulação para carros e motos.

Daqui 20 anos imagino o seguinte cenário:

  • Sistemas de compartilhamento de carros autônomos vão invadir o mundo, mas em São Paulo vamos ter 5 empresas licitadas, cada uma atendendo em uma região sem concorrência direta e fazendo de tudo para impedir novos players.
  • Automoveis não autonomos vão ter muitas restrições para rodar na cidade, para favorecer o sistema público de carros autônomos.
  • Motos serão proibidas de rodar fora dos autodromos
  • Bicicletas continuarão bicicletando e resolvendo a vida de quem não tem que cruzar a cidade com elas
  • Quem tem que cruzar a cidade vai contar com os 85 km de metro, agora 100% privatizado, que teremos em 2035, ele vai ser lotado, sem ar condicionado mas vai ter Wifi

É um bom plano, usar o poder público para subjugar o cidadão a ser obrigado a servir a um monopolio privado de serviços ruins…. parece até a telefonia !

Mas isso deve ser só coisa da minha cabeça

 

Sobre o projeto de lei 4330/2004 – Terceirização

Bom, lendo tudo que achei e me indicaram ( valeu Bertrand!) sobre o projeto das terceirizações cheguei a algumas conclusões, que podem ser precipitadas, obviamente:

Se você exerce uma função “operacional” na empresa em que trabalha, não participa da gerencia de pessoas, nem nas tomadas de decisão, caso essa lei seja aprovada, em 10 anos você vai estar trabalhando em uma empreiteira, ou vai ser um Freelancer, competindo com a empreiteira. Acho muito difícil um Freelancer competir em preço com uma empreiteira, então é muito provavel que você esteja mesmo trabalhando em uma empreiteira. Com contrato pré-definido, escopo e salário variável etc…

O lado bom, é que se sua empreiteira for honesta e não te roubar, além do que tá acordado no contrato, você sempre vai estar trabalhando em algum lugar, mesmo que ganhando menos, e sem muitas pretenções de subir na carreira. Se você é do operacional e quer subir na carreira vai ter que abrir sua própria empreiteira e explorar a mão de obra de quem não tem a mesma visão de empreiteiro.

Se você é um profissional de RH, parabéns, você vai ter trabalho a rodo.

Se você exerce um papel estratégico, vai continuar trabalhando na empresa que está, mas muito provavelmente assumindo responsabilidades como sócio dessa empresa.

Se essa lei passar, acabou o comodismo, por que cada vez mais ficar estagnado vai ser um risco e vai reduzir seu salário, todo mundo que quiser crescer ou pelo menos manter o patamar de seus salários vai ter que empreender, principalmente empreender a própria carreira… A terceirização em massa é a re-apropriação das pessoas de suas próprias carreiras… Quem não foi preparado pra isso vai ter dificuldades em se adaptar a esse novo mundo.

Enfim é isso, é aterrorizante mas tem muitas oportunidades pra quem estiver preparado pra elas. É o fim do emprego, mas não do trabalho.

 

 

http://oglobo.globo.com/economia/terceirizacao-analistas-veem-avancos-no-texto-do-projeto-que-vai-para-votacao-15799463

http://g1.globo.com/economia/noticia/2015/04/camara-deve-votar-nesta-terca-projeto-que-amplia-terceirizacao.html

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/04/150402_projeto_lei_terceirizacao_ms_lgb

http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2015/04/06/um-golpe-contra-os-trabalhadores-esta-em-curso-no-congresso-nacional/