Devaneio conspiracionista sobre transporte público

Eu estava nesses dias pensando, apenas por pensar, que a prefeitura no intuito de defender o bem estar de todos os cidadãos da cidade, promove uma campanha contra o transporte individual da cidade.. Ok, é o que ela faz mesmo, seja para racionalizar o uso do espaço publico, reduzir poluição e acidentes, não importa tanto… Mas essa campanha está nos levando a um monopólio privado do transporte motorizado, e isso me assusta.

A minha cabeça conspiracionista ficou apitando que a orientação da política pública de transportes que seguimos no Brasil seria parte de um plano para monopolizar as rotas motorizadas. Claro que por meio da “obrigação” do uso da rede de transportes públicos, mas que quando paramos para analisar, são na verdade privados …

Tanto o taxi quanto os ônibus são transportes privados disponíveis ao público, certo ? Supostamente seus operadores são escolhidos por meio de licitações honestas, licitações que não tem participação popular em sua concepção, apenas são redigidas por representantes, representantes muitas vezes eleitos por essas cooperativas, sindicatos ou empresas. São concessões que garantem que não haverá concorrência entre empresas, por exemplo, não existem duas empresas de ônibus diferentes operando a mesma linha em SP, aqui é tudo dividido por região. O raciocínio vale também para as linhas privatizadas do metrô.

Quando levamos essa idéia ao extremo, não parece ser nada saudável, obrigados a pegar um transporte sem concorrentes diretos, com preço alto e qualidade duvidosa. Você pode usar transporte público privado, mas não qualquer um, para os fretados tem um monte de restrições de circulação… Tem que ser o transporte privado que elegeu os representantes que escreveram o edital da licitação.

Temos o taxi também, que é caro e tem aquele serviço de primeira que todos conhecem, e tem o Uber, mas Uber não pode, o monopólio dessa modalidade é dos taxistas, que tentam barrar qualquer iniciativa de aumentar o número de alvarás ou serviços modernos…

Pra você que não quer entrar nessa espiral de loucura, sobram o carro, moto e bike.

Tem carro ? Tá na merda, sobram radares, restrições, rodízio e buracos, tem impostos pra pagar, alto índice de roubos por causa dos impostos em cima de peças de reposição e muita vista grossa dos agentes policiais, afinal, todo mundo sabe onde comprar peças de carro e moto baratas sem nota fiscal, certo ? Só a polícia que não.

Tá de moto ? Welcome to hell , o prefeito te odeia, assim como os demais motoristas e o resto da população…. a não ser que você entregue pizzas, todos adoram pizzas. Botar a moto pra rodar lado a lado com carretas na mesma velocidade que elas é equivalente a fazer a transferencia da linha verde para a amarela no pico, só que você é um anão e do seu lado tem um cara de 200 kg. A prefeitura acredita que em nenhuma hipótese o anão vai ser trombado pelo cara de 200kg.

Pra garantir que o cara da moto não vai ter escapatória em uma situação de risco temos radares pistolinha que só fiscalizam motos, foda-se que tem carro tirando racha a 200 km/h na marginal, a pistolinha é pro motoqueiro infrator que roda a 60km/h na faixa de 50km/h. A prefeitura tirou as motofaixas pra garantir que andar de moto é muito perigoso, elevando assim as cotas de acidentes. Ela não quer falar do assunto motofaixa, dissolveu os TGs da sindimoto que debatiam segurança de motociclistas no transito e implantou uma nova política ignorando a segurança dos quase 1 milhão de motociclistas da cidade. Buracos e bueiros abertos são comuns nas vias de São Paulo, mas se o motoqueiro cai no buraco (que ela deveria tapar e não tapa) é por que estava a mais de 50 km/h, alias se estivesse parado não sofreria o acidente.

Na outra ponta você pode usar bicicletas que são um problema para a maioria das pessoas que tem que cruzar a cidade ou pedalar mais de 60 km por dia, o que é bem comum para quem não tem o privilégio de morar nos bairros próximos do centro ( WTF ! as empresas ficam todas no centro !? ). As bikes resolvem bem, seria lindo que quem mora a menos de 15 km do trabalho deixa-se o carro em casa e fosse de bike, mas por preguiça ou por necessidade é assim que é.

Atualmente a maior densidade de transporte público de massa e infra estrutura cicloviária fica no centro, onde as pessoas poderiam resolver sua vida à pé, mas preferem usar outros modais. Sobrando para quem mora na periferia o transporte público ruim, caro, sem concorrência. O Taxi, ruim e caro em pouca quantidade e sem concorrência. Ciclovias desconexas e ruas esburacadas para os ciclistas. Radares e restrições de circulação para carros e motos.

Daqui 20 anos imagino o seguinte cenário:

  • Sistemas de compartilhamento de carros autônomos vão invadir o mundo, mas em São Paulo vamos ter 5 empresas licitadas, cada uma atendendo em uma região sem concorrência direta e fazendo de tudo para impedir novos players.
  • Automoveis não autonomos vão ter muitas restrições para rodar na cidade, para favorecer o sistema público de carros autônomos.
  • Motos serão proibidas de rodar fora dos autodromos
  • Bicicletas continuarão bicicletando e resolvendo a vida de quem não tem que cruzar a cidade com elas
  • Quem tem que cruzar a cidade vai contar com os 85 km de metro, agora 100% privatizado, que teremos em 2035, ele vai ser lotado, sem ar condicionado mas vai ter Wifi

É um bom plano, usar o poder público para subjugar o cidadão a ser obrigado a servir a um monopolio privado de serviços ruins…. parece até a telefonia !

Mas isso deve ser só coisa da minha cabeça

 

O ano do linux chegou, e agora ?

O Anahuac soltou um texto no Br-Linux sobre o estado das comunidades linux no Brasil, seguem as minhas opiniões sobre o assunto.

Eu não concordo com tudo que o Anahuac escreveu, mas entendo um pouco dessa amargura que ele tá sentido. Em 200x quando eu conheci o Anahuac por meio de listas de discussão, o ano do linux era o ano corrente + 1, várias empresas se estruturaram em torno das migrações de windows para linux, tinha a Conectiva empregando um monte de gente que desenvolvia software livre no Brasil, tinha um lobby forte pra fazer os governos usarem software livre, hordas de estudantes se envolvendo com traduções.

A gente usava jabber como im, email bacana era o do pessoal do riseup, tinha pouco espaço mas tinha 4 níveis de criptografia no disco. O grande desafio era montar um setup de desktop com o mínimo de drivers proprietários possivel, tinha sites listando softwares alternativos livres, o legal era xingar o KDE pq o QT era livre mas não era GPL. Conheci gente que preferia não usar o Wifi do que instalar driver proprietário ou usar o ndiswrapper com driver do windows… Pessoal se juntava de fim de semana pra fazer uma distro linux bootavel com interface gráfica caber em um disquete de 1.4 Mb só por diversão, o gentoo era uma distro que permitia compilar o sistema inteiro escolhendo a dedo as dependências usadas, era possível escolher a implementação da libPNG desejada por exemplo. Liberdade total pra tunar o SO.

Era tudo muito legal, a própria flexibilidade do software livre permitiu a evolução de modelos de negócio, dos serviços de internet e da própria internet. Com o surgimento dos webApps, compartilhar o código deixou de ser requisito, a liberdade também, o caso mais emblemático foi o Gmail, ele surgiu em uma era onde administrar emails era um pepino, servidor e espaço em disco eram caros. Ele seduziu muita gente oferecendo 1Gb de espaço… naquela época eu tinha um HD de 14.3Gb… Em troca o google só queria a autorização para ler os emails e gerar propaganda direcionada. Muita gente olhou torto, mas a interface era bonita, clean e tinha muito espaço.

Um outro gargalo na adoção do linux era a suite Office, o Star/Open/Br/LibreOffice demorou um tempão pra chegar no nível do MS Office, e quando chegou as pessoas perceberam que era mais cômodo usar uma suite Office on-line, mesmo que com recursos limitados. Ninguém mais se importava em deixar sua planilha de gastos pessoais ou teses acadêmicas em serviços on-line, todos concordam em autorizar o provedor do serviço a vasculhar os documentos para gerar métricas.

As pessoas mudaram, aquela neura com privacidade se foi, pra quase todo mundo é ok trocar a privacidade dos dados por comodidade, bater uma foto e ela aparecer magicamente em um repositório on-line e de graça putz, é ou não é um sonho ?

Então com os devices móveis, todos concordam em deixar aberto seus logs de movimentação, fazendo checkins públicos em estabelecimentos comerciais, ensinando ao provedor do serviço os hábitos de consumo de quem usa o serviço, em troca o usuário sabe onde outros usuários estão indo.

Então fomos invadidos por APIs, os sites deixaram de ser meros portais de informação e se tornaram provedores de serviços e troca de dados, aplicativos desktop foram gradativamente substituídos com vantagens por soluções superiores hospedados em servidores sabe-se lá onde.

Enquanto isso, as listas de discussão foram esvaziando, as comunidades deixaram de crescer …

Em 2002 colaborei com um grupo de entusiastas para apresentar o linux para os bixos de Física na USP, foram palestras e mini-cursos, acho que 80% da turma que participou usa linux até hoje em suas pesquisas de pós-graduação e em seus empregos. Sondei a criação de um grupo de estudos de software livre em 2013 com os bixos de Sistemas de informação na USP Leste e a aceitação foi muito ruim, disseram que trabalhariam com o que pagasse mais, e que não queriam se envolver com discussões políticas, teve um que falou que parecia coisa de comunista, outro falou que não trabalha de graça.

99% dos softwares que o cara usa no dia a dia são software livre, mas pensar em contribuir com a comunidade é quase uma ofensa. Me senti um xiita pregando pra quem não quer ouvir.

Hoje em dia o Stallman é taxado como gordo barbudo excêntrico, ninguém leva nada do que ele diz a sério, provavelmente o garoto que fez o joguinho dos passarinho e desistiu de distribuir por causa da “pressão” seja mais exemplo a ser seguido do que o cara que criou as bases pra industria de TI que temos hoje.

Vejo num futuro próximo o fim da computação pessoal, tudo vai rodar em servidores de empresas e o que teremos em nossos escritórios serão apenas terminais burros.

O que eu acho do iPad ??

Galera ta chorando por causa do iPad, talvez eles estejam exagerando.

Ele não tem multitasking entre aspas. Se o ipad for igual ao iphone ele tem multitasking se , e somente , o developer do app implementar a função explicitamente. O SO do iphone permite que vc rode o seu programa em background com acesso limitado aos recursos de hardware e por um tempo determinado ( tipo um timeout ) que pode ser configurado. Da pra operar qualquer programa enquanto se telefona, ou ouvir música enquanto se faz download, baixar emails enquanto joga. O que não dá é pra dividir a tela em duas janelas , falar no skype e digitar no msn ao mesmo tempo.

Eu li um artigo da Garota sem fio que me fez pensar um pouco a respeito das possibilidades desse tijolo. Pra quem já usou um iphone , ou usa um smarth phone moderno, sabe que o sistema operacional desses aparelhos tem uma curva de aprendizado praticamente “reta” . Ninguém precisa ler o man, ou procurar tutorial no google pra fazer nada . O bixo já vem pronto, e o sistema por ser mais simples, por baixo do capô, exige nada de manutenção, simplesmente funciona sem zicas ou surpresas.

Somado isso aos gestos que o multitouch captura , fontes grandes e legiveis, textos de mensagens curtos e objetivos ele se torna o “computador” mais fácil de se operar que existe.

O fato dele não ter teclado e mouse permite que quem tem problema de visão aproxime a tela do rosto, ou que se opere o bixo em posições bizarras porém confortaveis, coisa que não da pra fazer com um netbook.

Depois de ler o artigo da Bia , analisei meus hábitos como usuário de iphone … quando estou em casa não twitto do computador de mesa nem no netbook, leio e escrevo emails do puff da sala, pego receitas direto da cozinha, coisas impossíveis de se fazer com um netbook que exige mesa. Mesmo quando estou usando o computador, uso o iphone com msn/jabber/icq pq acho a interface do programa dele melhor que os que eu uso no desktop, além de mais práticas já que posso rebootar minha máquina ou ir na vendinha sem desconectar.

Querendo ou não, o iphone já tá infiltrado no meu cotidiano , mas em coisas que eu poderia muito bem usar meu netbook, mas netbook exige manutenção, drivers, mesa, postura correta pra digitar, não faz flip 90 graus da tela e exige mouse/touchpad , e admito que meu iphone poderia ter uma tela maior. É ai que a tablet entra.

Ele não foi feito pra matar netbooks, ele tá mais pra um bloco de notas do que pra máquina de escrever.

Como eu uso muito pouco do phone do meu iphone , eu mesmo penso em vender meu celular e netboook e comprar um droid + tablet, isso aumentaria minha produtividade de muitas formas.

Sobre as portas, pra mim não faz falta, pois ele já tem wifi, minha casa tem um storage, não preciso ligar flashdrives, teclados ou mouses não fazem muito sentido já que ele não é um computador de verdade. O netbook pode ser um computador principal , a tablet não deve, a idéia é outra, tipo uso casual mesmo.

Sobre o DRM, ele só te afeta se vc comprar na loja da Apple, videos/audio/books , o que vc já tinha antes continua desbloqueado .

Pra tablet o ipad teve uma escolha de hardware feliz, por usar arquitetura ARM , consegue ser mais leve que os tablets Intel Atom já que a bateria pode ser menor , por ser maior que o N900, consegue ser fino . Apesar do ARM não permitir apps x86 , isso permite um gadget menor e mais leve, e isso é bom… Tenho certeza que nos labs da Apple eles tem lá um protótipo rodando MAC OS X, com chip intel ligado numa bateria de 800 gramas, versão essa que rodaria linux ou windows sem grandes problemas, essa versão é possívelmente tudo que a galera quer, mas o hardware não é viavel, muito peso ou pouca autonomia de bateria. Por exemplo o tablet da Dell que pesa só 1.64 Kg apesar de ter uma tela do mesmo tamanho do ipad.

Bem, eu acho que foi um bom começo, o ipad abriu um novo mercado de tablets ARM de alto desempenho, com hardware potencialmente + barato, bateria durando dias e telas de 10″ , no devido tempo vai surgir uma de outro fabricante , cheio de portas USB, pra quem quer rodar windows CE ou linux, se bem que já existe o n900/n800 pra isso.

Pra quem acha que o kindle é melhor que o ipad pra ler livros, sim vc tem razão.

Minhas previsões sobre o ipad :

Se ele “pegar” o Mac OS X vai pro saco
Vão surgir dúzias de clones bem mais baratos tipo U$100
Negroponte vai remodelar o XO de novo pra virar uma tablet
Microsoft vai lançar oTablet Zune marrom
Toshiba vai lançar um tablet rodando Vista
Google vai lançar a Google Tablet rodando o Chrome OS ( bem mais limitado que o iPhone OS, porém mais Cool, certo ? )
Vão surgir kits e mais kits pra tornar o tablet um desktop, teclado + mouse etc…
Depois e perceber que tablets não são tão legais , vão surgir os smart relógios de pulso

Refs :

http://www.garotasemfio.com.br/blog/2010/01/28/uma-opiniao-diferente-sobre-o-ipad/
http://www.dell.com/tablet

Opensolaris vs Linux

Eu uso linux, mas torço para que outros sistemas façam melhor, justamente para eliminar certos vícios e limitações da GPL, por isso meu apreço pelo OSX e a família BSD. O opensolaris é um SO novo mas baseado no fodástico Solaris ,com muitos anos de estrada apavorando na área de servidores de alto desempenho.

Ele é bem diferente do linux e dos BSDs apesar de ser um Unix certificado (coisa que o linux não é 😛 ) , mas roda X11 e todo seu legado de aplicações como o GNOME, KDE . Portanto no dia a dia não é muito diferente de uma distro linux comum apesar do pobre suporte a hardware.

Achei esse artigo que conta muito mais sobre as diferenças entre o linux e o opensolaris, sem pender para nenhum lado, mas da água na boca de ver a implementação de snapshots do ZFS direto no nautilus, coisa que não teremos no linux pelos próximos 5 anos ou mais.

Vícios de usabilidade no Software Livre

Quem me conhece sabe que sou um defensor do software livre, mas não deixo meu Mac OSX de lado. Como assim Bial ? Eu gosto do Gnome , KDE mas eles tem sérios problemas de usabilidade que me irritam profundamente, principalmente o GNOME. Mas como disse o problema é das aplicações livres em geral e não apenas do GNOME ou outro software específico.3880505875_c06f99cec5

Um exemplo, no OSX TODAS as aplicações tem os mesmos atalhos de teclado para operações com a janela, gerenciamento de arquivos, preferências etc… Esses atalhos são definidos pelas bibliotecas COCOA, e centraliazados  e configuraveis globalmente. No caso do GNOME que é um desktop focado em usabilidade, e que opta abertamente em sacrificar funcionalidades para ser simples e funcional, os atalhos são confusos e não intuitivos.

Para fechar janelas, basta um intuitivo Alt + F4  , para obter ajuda F1 ! Você sabe o que o F5 faz ? Como não ? É intuitivo, faz refresh ! Manja o F10 ? Não ? Ele coloca o foco no menu ! Mas não funciona para todas aplicações do GNOME, e não da pra saber em quais funcionam de cara, só testando pra ver. Não sei no seu teclado , mas no meu as teclas F não tem nenhuma descrição, são ergnômicamente ruins de alcançar principalmente quando acionadas junto com control ou alt.

Não seria mais inteligente adotar de vez o uso da tecla Windows, presente em 100% dos teclados atuais, e  simplificar os atalhos ? Tipo Win+C pra fechar janelas, Win+S para preferências , Win + R para dar refresh em browsers ? Eu sei que isso é meio MAC demais , mas é ruim ? Atalhos que podem ser acionados com apenas uma mão e ainda por cima minemônicos não seriam um avanço em usabilidade ?

No gnome praticamente todas as aplicações tem paineis de preferência, sabe o atalho ? Na maioria dos casos é o banal Shift + Ctrl + S , mas em alguns apps isso não funciona , então o jeito é apelar para Alt+E seguido de  N , super minemônico e fácil de lembrar. Só que no terminal não rola … Tem que usar o mouse mesmo, alias praticamente nenhum atalho de teclado funciona no gnome terminal, irônico ?

Mas o pior mesmo é o artigo que motivou esse post, onde o autor aponta um vício pior, herdado do windows 95, vício do menu “Arquivo”, ou file , nele o autor faz um passeio pelos aplicativos gnome e mostra os abusos em cima do menu “file”. No gnome terminal, aplicação sem nenhuma operação de leitura e gravação de arquivos ele está lá , presente apenas para fechar o terminal, criar abas e janelas, intuitivo né ?

Nesse ponto aplicativos KDE são um pouco melhores, mas escorregam bastantes nos vícios de usabilidade do windows, mas é assunto pra outro post.