Fedora 9 e NVIDIA, não vai rolar ?

Pois é, como disse abandonei o sulphur uma semana antes do lançamento, pois não aguentava mais ter minha máquina inutilizavel por falta de drivers da NVDIA. O problema é que o lider do pacote xorg do fedora que é um dos lideres do desenvolvimento do xorg, decidil adiantar o calendário e lançar o novo xorg 1.5 dias antes do fedora. O problema é que nem a NVIDIA e nem a ATI lançaram novas versões de seus drivers oficiais para a nova versão do xorg.

Já fazem alguns dias que o fedora 9 foi lançado mas nem sinal de updates das placas de vídeo, o que posso interpretar como um grande tiro no pé do time fedora.

Quando ainda estava usando o rawride fiz uma gambiarra no meu sistema para que ao menos a aceleração 2d do driver da NVIDIA funcionasse, vamos ao passo a passo :


Instale o driver :

yum install xorg-x11-drv-nvidia

Derrube o modo gráfico

init 3

Renomeie o script que sobe o servidor X:

mv /usr/bin/Xorg /usr/bin/Xorg.0

Crie um novo script como segue :
 
nano /usr/bin/Xorg

Esse é o conteúdo do script :

#!/bin/sh
exec /usr/bin/Xorg.0 -ignoreABI "$@"

Volte ao modo gráfico :

init 5

Resolver não resolve, mas pelo menos da pra ligar o segundo monitor, ligar o micro em uma TV etc… É um bom paliativo.

No mais, não estou recomendando o fedora 9 pra ninguém com NVIDIA no momento, e eu particularmente vou pular para o fedora 10.

Bug de 25 anos dos BSD

Um dos desenvolvedores do OpenBSD recebeu um email de um usuário com dificuldades em configurar o samba para servir um sistema formatado em MS-DOS (WTF!). Ele entrou em contato com desenvolvedores do samba que disseram que o samba usa uma gambiarra para funcionar direito nos BSDs e que o código usado para ler diretórios em todos os BSDs eram zoados.

O Balmer não botou fé, e foi investigar e para sua surpresa confirmou o BUG em todos os BSDs (incluindo o MAC OSX),e em todas suas versões anteriores. O bug estava presente desde a versão 4.2 do BSD, que data de 1983 !!!

Eu não entendi bem o efeito do bug, mas pra experimentar basta entrar em um sistema BSD, criar alguns diretórios e subdiretórios, deletar o diretório pai (com o shell dentro do diretório) para experimentar o tal comportamento bizarro, que pra mim nem é tão estranho assim.

via : OSNews

time machine no linux com rsync

Como todos sabem, eu adoro o Leopard, e gosto muito do seu sistema de backup, é ridiculamente simples. Até mesmo sua implementação é simples, ele cria um diretório para cada hora, e a partir de um rsync de tudo vai fazendo cópias incrementais dos arquivos modificados (novos), e hardlinks de todos os outros. Então dentro de cada diretório ele tem uma cópia do sistema inteiro, mas gastando quase nada de disco, afinal são hardlinks.

time-machine-rsync

Procurando pelo sistema perfeito de backup (não existe, eu sei), acabei escrevendo um script ridiculo que funciona de forma parecida com o Time Machine da apple, mas sem todos aqueles efeitos especiais e nem a integração com os softwares do sistema. Pra usar basta instalar o rsync na máquina que vai receber os backups e na máquina que será backupeada, o código é esse :


cd /mnt/backup && \
rsync -ptvr --delete  user@maquina:/home/user/ last ; \
cd last && \
find | cpio -dplm ../new && \
cd - && \
mv last `date +%Y%m%d` && \
mv new last

O script deve rodar na máquina que vai receber o backup , o primeiro “cd” é no diretório onde o backup será realizado, depois o rsync transfere o diretório para “last”. O script entra em “last” e cria hardlinks para todos os arquivos, e cria seus diretórios pais no diretório “new”. Então o script volta para o diretório anterior renomeia o diretório “last” para um com a data de hoje para o nome, e finalmente move o diretório “new” para “last.

Parece confuso, mas é bem simples, ele baixa o backup para last faz o diff para new, move o last para
a data de hoje, e move o new para last. Isso faz com que o rsync baixe apenas os novos arquivos do backup e armazena uma cópia completa do sistema em cada diretório datado. Assim para recuperar um arquivo do dia X , basta entrar no diretório X. Como expliquei, as cópias não ocupam espaço pois são hardlinks, genial né ? Rsyn e cpio são ferramentas antigas, pq ninguém pensou nisso antes ?

Quando mostrei esse script para alguns conhecidos, me perguntaram se eu faria uma interface bonitinha como o do Time Machine, minha resposta é não. Pois cada linux é um linux, cada distro é uma distro, cada gerenciador de arquivos é um gerenciador de arquivos. No mundo livre, não temos padrões, e escrever código pra integrar todo mundo é impossível… No mac os x o padrão existe, todas as ferramentas apple estão integradas com o Time Machine, pois a Apple define os padrões, e que não segue não desenvolve pra OSX.

Aproveite o script